quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Porto de Mós

   De um projecto de requalificação não se espera outra coisa que não seja a melhoria do espaço em que se pretende intervir.

   Em Porto de Mós, a requalificação das ruas 5 de Outubro e Mestre de Avis, empreendida pela Câmara Municipal, parece desmentir, em absoluto, aquela ideia.

   Escassos meses após a conclusão das obras, o mínimo que se poderá dizer é que a situação é caótica: os passeios desapareceram, a confusão instalou-se e quem tiver a veleidade de se deslocar a pé, é forçado a fazê-lo no espaço em que circulam e estacionam carros, com o desconforto e o risco que se adivinham.

   Como entender o que ali se fez? Por que razão não foram definidos e salvaguardados espaços de exclusiva utilização pedonal? Custará assim tanto facilitar a vida às pessoas?

    E de que está à espera a Câmara Municipal para emendar as asneiras que, por desatenção ou incúria não soube evitar? Como explicar a deficiente drenagem das águas pluviais ou a falta de qualidade visível em largos troços de calçada? Não deveria a edilidade ser mais rigorosa e exigente com as obras que adjudica e paga com o dinheiro dos contribuintes?

    Afinal de contas, pode-se discutir se a calçada portuguesa é ou não o melhor pavimento. Ou o mais adequado a determinados espaços.

    Nesta, como em tantas outras matérias, as opiniões dividem-se. Mas todos estarão de acordo num ponto: só a boa calçada portuguesa poderá representar uma efectiva mais-valia para o concelho.

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