No momento em que uma crise grave ameaça o presente e o futuro dos Portugueses, seria de esperar que a classe política, por uma vez, estivesse à altura da sua enorme responsabilidade: agregando forças, mobilizando recursos, descobrindo soluções e respostas onde elas, aparentemente não existem.
Mas isto é Portugal.
Sem uma elite dirigente capaz, e com um povo diminuído e espartilhado por um inacreditável défice de orgulho e auto-estima, Portugal parece resignar-se, a cada dia que passa, a um destino de irrelevância e pobreza. Que fazer? Como inverter o sentido do abismo que nos assombra? Como dominar a desorganização que nos apouca? Como vencer o derrotismo que nos paralisa? Como eliminar esta corrupção que nos estigmatiza e envergonha?
Nunca, como agora, foi tão urgente responder a tais perguntas.
Agora, mais do que em qualquer outro momento da nossa história recente, é preciso que alguém neste país tenha o discernimento necessário para perceber a crise em toda a sua amplitude. Alguém que saiba mobilizar os Portugueses para a defesa do seu próprio futuro, e esteja disposto a fazê-lo.
Na sociedade civil, nas universidades, nos partidos políticos, na imensa massa anónima. Alguém.
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