quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
BPN
Como é do conhecimento público, o governo debate-se com enormes dificuldades para vender o nacionalizado e exangue BPN. Percebe-se a dificuldade e louva-se o esforço. Por essa razão, e porque é importante não desistir, aqui fica uma singela proposta para uma saída airosa: e se tentassem impingi-lo ao senhor Nuno Cabral, de Montalegre?
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Parque Verde (1)
Imaginem um parque na margem esquerda do Lena, em Porto de Mós; Imaginem uma área com espaço suficiente para nela se criar uma enorme zona de lazer;
Imaginem árvores, muitas árvores, de várias espécies, a crescerem, ano após ano, na margem esquerda do rio;
Imaginem uma mata no centro da vila. Imaginem as sombras e o alívio de poder escapar ao calor dos verões asfixiantes que se anunciam;
Imaginem, entre as árvores ou algures no imenso espaço, um circuito de manutenção, campos de relva e todo o equipamento necessário à prática desportiva e ao convívio de gente de todas as idades;
Imaginem, por um minuto, em vez da pedra e do betão previstos, um parque verdadeiramente verde;
Imaginem a vila com uma qualidade de vida que agora, manifestamente não tem;
Imaginem…
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Henrique Neto
Henrique Neto é um homem corajoso e frontal. Mostrou-o, uma vez mais, na entrevista ao jornal Público de 4 de Outubro. Com o desassombro e a independência que o caracterizam, o empresário fala do país e da crise em que vivemos. Fala dos erros de quem governa e de oportunidades perdidas; de um presente sem rumo e de um futuro sem cor; de interesses instalados e de promiscuidades obscuras. O quadro que pinta é seco e cru. As cores, sombrias, como não podia deixar de ser.
Lendo a entrevista, percebe-se a enorme preocupação de um homem com o seu país. Percebe-se como chegámos à situação difícil em que nos encontramos. E percebe-se, acima de tudo, o quanto o país precisa, neste momento difícil, de pessoas com a inteligência e a lucidez de Henrique Neto.
Porto de Mós
De um projecto de requalificação não se espera outra coisa que não seja a melhoria do espaço em que se pretende intervir.
Em Porto de Mós, a requalificação das ruas 5 de Outubro e Mestre de Avis, empreendida pela Câmara Municipal, parece desmentir, em absoluto, aquela ideia.
Escassos meses após a conclusão das obras, o mínimo que se poderá dizer é que a situação é caótica: os passeios desapareceram, a confusão instalou-se e quem tiver a veleidade de se deslocar a pé, é forçado a fazê-lo no espaço em que circulam e estacionam carros, com o desconforto e o risco que se adivinham.
Como entender o que ali se fez? Por que razão não foram definidos e salvaguardados espaços de exclusiva utilização pedonal? Custará assim tanto facilitar a vida às pessoas?
E de que está à espera a Câmara Municipal para emendar as asneiras que, por desatenção ou incúria não soube evitar? Como explicar a deficiente drenagem das águas pluviais ou a falta de qualidade visível em largos troços de calçada? Não deveria a edilidade ser mais rigorosa e exigente com as obras que adjudica e paga com o dinheiro dos contribuintes?
Afinal de contas, pode-se discutir se a calçada portuguesa é ou não o melhor pavimento. Ou o mais adequado a determinados espaços.
Nesta, como em tantas outras matérias, as opiniões dividem-se. Mas todos estarão de acordo num ponto: só a boa calçada portuguesa poderá representar uma efectiva mais-valia para o concelho.
Isto é Portugal
No momento em que uma crise grave ameaça o presente e o futuro dos Portugueses, seria de esperar que a classe política, por uma vez, estivesse à altura da sua enorme responsabilidade: agregando forças, mobilizando recursos, descobrindo soluções e respostas onde elas, aparentemente não existem.
Mas isto é Portugal.
Sem uma elite dirigente capaz, e com um povo diminuído e espartilhado por um inacreditável défice de orgulho e auto-estima, Portugal parece resignar-se, a cada dia que passa, a um destino de irrelevância e pobreza. Que fazer? Como inverter o sentido do abismo que nos assombra? Como dominar a desorganização que nos apouca? Como vencer o derrotismo que nos paralisa? Como eliminar esta corrupção que nos estigmatiza e envergonha?
Nunca, como agora, foi tão urgente responder a tais perguntas.
Agora, mais do que em qualquer outro momento da nossa história recente, é preciso que alguém neste país tenha o discernimento necessário para perceber a crise em toda a sua amplitude. Alguém que saiba mobilizar os Portugueses para a defesa do seu próprio futuro, e esteja disposto a fazê-lo.
Na sociedade civil, nas universidades, nos partidos políticos, na imensa massa anónima. Alguém.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
correr
Lisboa,26 de Setembro de 2010. Ponte Vasco da Gama.Meia-Maratona de Lisboa.O prazer da corrida no seu estado mais puro. É isso que procuro e encontro ali, naquela ponte belíssima, no percurso melhorado, naquele mar de gente vinda não importa de onde. De todo o país, claro, mas também de outros países. O prazer da corrida, como outros, de resto, não se deixa espartilhar por fronteiras ou divisões de qualquer espécie. Corro, pela 3ª vez, os vinte e um quilómetros de uma Meia- Maratona. A primeira, em inícios da década de oitenta, foi a Meia - Maratona da Nazaré. Uma prova bonita, cheia de carisma, mas que foi perdendo fulgor e prestígio ao longo dos anos. Surgiram outras, muitas outras, entretanto.
Em 2009, sem contar, uma vez que ia inscrito na Mini-Maratona, acabei por correr a Meia. Em boa hora o fiz. Acabei a prova sem problemas e ganhei raízes para ficar. E por isso voltei este ano. Àquela ponte, àquela vista única do Tejo e da cidade. Tenho agora, aliás, algo de mais substancial, como referência. Terminei a corrida em duas horas, um minuto e quarenta e quatro segundos. Apenas uma hora a mais do que o vencedor, o etíope Tola.
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