domingo, 11 de setembro de 2011
11 de Setembro
11 de Setembro. A data já era associada a sofrimento e morte desde que, em 1973, no Chile, um golpe de estado derrubou o governo de Salvador Allende e afogou em sangue a esperança que nascia naquele país da América do Sul. Vinte e oito anos depois da tragédia chilena, a data voltou a estar ligada a outro acontecimento trágico: o ataque terrorista aos Estados Unidos e a destruição do World Trade Center. Foi há dez anos. Perderam-se milhares de vidas inocentes nos atentados e nas guerras de retaliação com que a América procurou vingar a afronta. Nem sempre de forma justa ou justificada. Como a guerra do Iraque, por exemplo, para sempre envolta em dúvidas quanto aos verdadeiros motivos que levaram o exército americano a entrar em Bagdade. Mas de uma coisa passaram as pessoas a estar certas: o inimigo que enfrentavam era poderoso, dissimulado, diferente de todos os outros. Não iria ser fácil derrotá-lo. Voltaria a atacar em Bali, em Madrid, em Londres. Em qualquer lugar onde consiga fazer chegar o ódio de que se alimenta. Até à derrota final.
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